A Embolização Esplênica no Manejo das Complicações após o Transplante Hepático: Revisão Integrativa

Autores

Palavras-chave:

Artéria Esplênica, Embolização Terapêutica, Transplante Hepático

Resumo

Introdução:  O transplante hepático é um tratamento definitivo para pacientes com doença hepática terminal e neoplasias hepáticas. As complicações vasculares mantêm-se como uma importante causa de morbimortalidade nesses pacientes. A embolização da artéria esplênica (EAE) é uma alternativa para melhorar as condições clínicas e hemodinâmicas de tais pacientes. Métodos:  A pesquisa foi realizada em outubro de 2025 nas plataformas PubMed e Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), baseada nos descritores “Splenic artery”, “Embolization, therapeutic” e “Liver Transplantation”, sendo escolhidos 15 artigos com base nos critérios de elegibilidade. Resultados:  Foram encontrados sete relatos de caso e oito estudos de coorte ou séries de casos retrospectivos, refletindo o nível de evidência atual sobre a aplicação da EAE em pacientes submetidos ao transplante hepático. A análise dos artigos permitiu a síntese dos dados em três categorias temáticas centrais: as indicações do procedimento, as técnicas empregadas e os desfechos clínicos, incluindo as complicações. Conclusão:  A EAE é uma estratégia terapêutica minimamente invasiva, segura e eficaz para o manejo de complicações selecionadas após o transplante hepático, como a síndrome do roubo da artéria esplênica, a ascite refratária, o hidrotórax e o hiperesplenismo.

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Referências

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Publicado

2026-02-13

Como Citar

1.
Konrath AP, Maia GL, Fonseca Neto OCL da. A Embolização Esplênica no Manejo das Complicações após o Transplante Hepático: Revisão Integrativa. bjt [Internet]. 13º de fevereiro de 2026 [citado 14º de fevereiro de 2026];29. Disponível em: https://bjt.emnuvens.com.br/revista/article/view/759

Edição

Seção

Artigo de Revisão