PRESERVAÇÃO DE FÍGADOS HUMANOS COM PERFUSÃO EX-VIVO: UMA VISÃO DO ESTADO DA ARTE
DOI:
https://doi.org/10.53855/bjt.v20i1.77Palabras clave:
Perfusão, Transplante Hepático, Traumatismo por ReperfusãoResumen
SCS (Static Cold Storage) é a técnica mais utilizada para preservação de órgãos. A HMP (Hypothermic Machine Perfusion) foi inicialmente proposta por Belzer, nos anos 1960. A NMP (Normothermic machine perfusion) evita isquemia fria, mantém a função hepática, monitora a função do enxerto em tempo real pelo fluxo de produção de bile. O presente trabalho visa sumarizar estudos de preservação hepática ex-situ e os resultados com diferentes combinações de parâmetros, dando enfoque aos trabalhos com fígados humanos. Realizamos revisão da literatura, selecionamos 73 artigos, sendo 15 revisões de literatura e 58 estudos experimentais. Destes, oito foram realizados em humanos, 12 em porcos e 39 em ratos. Dos oito estudos com fígados humanos, cinco utilizaram HMP, dois utilizaram SNMP e um utilizou NMP. Todos mostraram melhora da função do enxerto e marcadores bioquímicos de lesão. Quanto às soluções utilizadas, a maioria usou a solução UW (University of Wisconsin), enquanto um trabalho utilizou solução de concentrado de hemácias. O tempo de perfusão variou de 30 minutos a 24 horas. A utilização de órgãos critério-expandidos surge como alternativa para pacientes esperando transplante. As máquinas de perfusão estão cada vez mais presentes no contexto do transplante de órgãos sólidos e serão essenciais para redução das filas de espera, fornecendo maior número de enxertos viáveis para transplante. O desenvolvimento de máquinas viáveis e práticas para perfusão de fígados humanos já está se tornando realidade e representa o futuro do transplante de fígado; espera-se que mais modelos e protocolos sejam testados nos próximos anos e passem a ter utilização clínica rotineira.