Plaquetopenia no Pós-Operatório Imediato de Transplante de Fígado: Uma Revisão Integrativa

Autores

  • Sofia Maria Viana Universidade de Pernambuco – Faculdade de Ciências Médicas – Recife (PE) – Brasil. https://orcid.org/0009-0009-2749-2889
  • Pedro Guilherme Gouveia de Oliveira Universidade de Pernambuco – Faculdade de Ciências Médicas – Recife (PE) – Brasil. https://orcid.org/0009-0000-0575-6593
  • Olival Cirilo Lucena da Fonseca Neto Universidade de Pernambuco – Faculdade de Ciências Médicas – Recife (PE) – Brasil|Hospital Universitário Oswaldo Cruz – Serviço de Cirurgia Geral e Transplante de Fígado – Recife (PE) – Brasil. https://orcid.org/0000-0002-2383-8610

Palavras-chave:

Trombocitopenia, Transplante de Fígado, Período Pós-Operatório, Complicações Pós-Operatórias

Resumo

Objetivo:  Investigar o impacto da plaquetopenia no pós-operatório imediato de Transplante de Fígado (TF) para a sobrevida do paciente, bem como possíveis complicações decorrentes, sintetizando as evidências sobre fatores de risco, prevalência e desfechos clínicos. Métodos:  Foi realizada uma revisão integrativa da literatura com busca nas bases de dados PubMed, Web of Science e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Os critérios de seleção consistiram em estudos observacionais que analisaram a plaquetopenia imediata no pós-operatório de TF, sendo selecionados sete artigos para a síntese final, após um processo de triagem. Resultados:  A trombocitopenia foi um fenômeno prevalente pós-transplante hepático, com redução média de 63% e nadir (ponto mais baixo da contagem) entre o 3º e 5º dia. Contagens inferiores a 30 x 109/L e picos máximos abaixo de 80 x 103/uL foram preditores independentes de mortalidade precoce (18% vs. 2%), complicações graves (Clavien-Dindo III/IV) e disfunção do enxerto. Embora a recuperação ocorra geralmente em 21 dias, a magnitude da queda plaquetária é um marcador prognóstico crítico para a sobrevida do paciente e do enxerto. Conclusão:  A trombocitopenia persistente após o 5º dia pós-operatório transcende a alteração hematológica, consolidando-se como um biomarcador robusto de disfunção do enxerto e mortalidade. Assim, ela deve ser interpretada como um sinal de alerta sistêmico para guiar intervenções clínicas precoces, e não apenas como um alvo numérico para correção transfusional.

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Publicado

2026-07-27

Como Citar

1.
Viana SM, Oliveira PGG de, Fonseca Neto OCL da. Plaquetopenia no Pós-Operatório Imediato de Transplante de Fígado: Uma Revisão Integrativa. bjt [Internet]. 27º de julho de 2026 [citado 9º de agosto de 2026];29. Disponível em: https://bjt.emnuvens.com.br/revista/article/view/810

Edição

Seção

Artigo de Revisão