ESTUDO CLÍNICO PROSPECTIVO EM HUMANOS – COMPARANDO O PAPEL DA LESÃO DE ISQUEMIA-REPERFUSÃO EM ENXERTOS ESTEATÓTICOS VS NÃO ESTEATÓTICOS NO TRANSPLANTE HEPÁTICO

Autores

  • Huda Maria Noujaim Departamento de transplantes de órgãos da HEPATO – Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo – São Paulo/SP- Brasil.
  • Edna Frasson de Souza Montero Departamento de Técnica Operatória da EPM / UNIFESP– São Paulo/SP- Brasil.
  • Cristiane Ribeiro Departamento de Técnica Operatória da EPM / UNIFESF– São Paulo/SP- Brasil.
  • Vera Cappelozzi Centro Integrado de Patologia do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo 4 Laboratório de Imuno-histoquímica da FMUSP – São Paulo/SP- Brasil.
  • Regina Santos Departamento de transplantes de órgãos da HEPATO – Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo – São Paulo/SP- Brasil.
  • Fábio Crescentini Departamento de transplantes de órgãos da HEPATO – Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo – São Paulo/SP- Brasil.
  • Marcelo Perosa de Miranda Departamento de transplantes de órgãos da HEPATO – Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo – São Paulo/SP- Brasil.
  • Tércio Genzini Departamento de transplantes de órgãos da HEPATO – Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo – São Paulo/SP- Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.53855/bjt.v13i1.219

Palavras-chave:

Isquemia, Reperfusão, Transplante, Fígado, Apoptose, ICAM-1

Resumo

Introdução: Vários fatores estão associados à lesão de isquemia fria e reperfusão quente no transplante hepático, tais como infiltrado de neutrófilos e linfo-plasmocitário, liberação de citoquinas inflamatórias e apoptose. Porém, pouco se conhece sobre o papel da isquemia/ reperfusão em enxertos esteatóticos. Objetivo: avaliar o papel da lesão de isquemia/reperfusão no transplante hepático em humanos comparando enxertos esteatóticos e não esteatóticos. Pacientes e métodos: Entre maio/02 e março/07 foram realizadas 84 biópsias pós-reperfusão (2hs após reperfusão) e 18 pré-reperfusões, totalizando 84 transplantes hepáticos em 82 pacientes. As biópsias foram agrupadas em cinco grupos, de acordo com o grau de macro e microesteatose: GEL–leve (<30%), GEM– moderada (30-59%), GEG- grave (≥60%), GEA- sem esteatose, GPR-pré-reperfusão. Nas 102 biópsias foram analisadas: porcentagens de macro e microesteatose, graus de exsudato de neutrófilos (0-3) e infiltrado linfo-plasmocitário portal (0-3), índices de apoptose (métodos de Túnel e caspase-3) e ICAM-1. As esteatoses macro (n-49) e microvesicular (n-74) foram individualmente analisadas e classificadas em graus leve (G1), moderado (G2), grave (G3) e ausente (G4). Resultados: O índice de apoptose (TUNEL) foi: GEL=0.262±0.111, GEM=0.278±0.113, GEG= 0.244±0.117, GEA=0,275±0.094 e GPR=0.181±0.123, p-0.07. No grupo macroesteatose o índice de apoptose (TUNEL) foi: G1=0.284± 0.106, G2+3=0.160±0.109, G4=0,275±0.094, p-0.05; e no grupo microesteatose, G1=0.222±0.123, G2+3=0.293±0.108, G4=0.275±0.094, p-0.049. Não existiu diferença estatística entre grupos ao analisarmos os índices de apoptose (caspase-3) e ICAM-1. Conclusão: Os grupos de esteatose grave e macroesteatose (grau moderado e grave) apresentaram significante redução no índice de apoptose, enquanto o grupo microesteatose (moderado e grave) teve significante aumento.

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Publicado

2010-01-01

Como Citar

Noujaim, H. M., Montero, E. F. de S., Ribeiro, C., Cappelozzi, V., Santos, R., Crescentini, F., Miranda, M. P. de, & Genzini, T. (2010). ESTUDO CLÍNICO PROSPECTIVO EM HUMANOS – COMPARANDO O PAPEL DA LESÃO DE ISQUEMIA-REPERFUSÃO EM ENXERTOS ESTEATÓTICOS VS NÃO ESTEATÓTICOS NO TRANSPLANTE HEPÁTICO. Brazilian Journal of Transplantation, 13(1), 1232–1241. https://doi.org/10.53855/bjt.v13i1.219

Edição

Seção

Artigo Original